08 maio 2012

Intersecção de António José Pires


© 2012 - António José Pires

Como breve apresentação, posso dizer que nasci em Março de 1963 e que a determinada altura da minha formação, o meu professor de Português pediu à turma que escrevesse uma história, um poema, qualquer coisa onde mostrassem criatividade. Aceitei o desafio e entreguei uma história manuscrita de 22 páginas, formato A5, intitulada "Quatro Homens e uma Missão Impossível". Ainda hoje possuo esse trabalho que foi do agrado do professor que me incentivou a continuar. Escrevi mais histórias, que não mostrei a ninguém mas que estimulavam a minha imaginação e criatividade. Mais tarde coloquei todo este potencial na composição de músicas mais elaboradas que o simples rock que se fazia nos anos 70.

Não parei de escrever. Fossem letras para as minhas músicas, fossem poemas para exprimir o que tinha dentro de mim, fossem histórias para um dia publicar. Algumas perderam-se e com o nascimento do meu primeiro filho, algumas destas actividades ficaram para segundo plano. Só mais tarde, já com o filho crescido, comecei a escrever esta história. O objectivo era claro: escrever algo que não fosse importado mas que fosse igualmente bom, cativante e digno de um argumento para um block buster. E assim, entre longos períodos de escrita, nos mais diversos locais, e períodos de pausa (nascimento do segundo filho) este romance foi tomando forma, adensando o número de páginas, complexidade de personagens, detalhes técnicos que requeriam verificações e validações. A dada altura, já não podia deixar de pensar no dia em que visse o livro publicado e com o formato final.

Esse dia chegou finalmente e é com orgulho e humildade que vos apresento Intersecção. Com as virtudes e imperfeições que um primeiro trabalho tem, teve grande receptividade e apoio de quem fez o favor de o ler, de sugerir correcções, de o rever exaustivamente. Espero que seja do vosso agrado e fica o pedido de regressarem porque não vou ficar por aqui.

O que começou por ser uma brincadeira para escrever qualquer coisa "à portuguesa", foi tomando outros contornos, outro volume e outro interesse. Sendo o meu primeiro livro, digno desse nome, não é a primeira vez que me dedico à escrita. Outras histórias foram imaginadas mas não passaram de rascunho.


Espero que gostem da história do livro Intersecção e divulguem por quem acharem conveniente.